Perca peso ou pague por isso

Em apostas e jogos virtuais, quem não alcança as metas de emagrecimento fica obrigado a doar dinheiro
por Época NEGÓCIOS Online



Não perder dinheiro vira estímulo para lutar contra a balançaVocê faria qualquer coisa para deixar de fumar, perder peso ou largar algum vício? Até mesmo doar uma boa quantia de dinheiro a cada quilo não perdido ou cigarro acesso? A aversão a perder dinheiro tem se mostrado uma ferramenta poderosa rumo a uma vida mais saudável. A idéia de usar incentivos financeiros ou multas para mudar seu estilo de vida é uma das novas ondas do universo virtual.

Ao se cadastrar no site Stickk.com, por exemplo, você escolhe um valor para colocar em jogo, um objetivo e um ‘árbitro’ confiável, que não mentiria por você de maneira alguma. Se você alcançar suas metas, tem de volta seu dinheiro, caso falhe, ele é doado para caridade.

Sheila Gilmour, de Edinburgh, no Reino Unido, sempre teve problemas com o peso. Depois de experimentar diversas dietas, ela entrou no Vigilantes do Peso e conseguiu emagrecer. No entanto, continuou tendo dificuldades para manter o peso. Foi quando seu filho ouviu falar do Stickk.com e sugeriu que ela experimentasse a ferramenta.

“Eu tinha engordado cerca de 10 quilos nos últimos dois meses. Apostei que perderia 450 gramas por 22 semanas. Toda vez que eu falhar, terei que fazer a doação de 200 libras para caridade (R$ 650). Isso é muito dinheiro em 22 semanas”, disse ela ao jornal britânico The Guardian. O compromisso é um “motivador poderoso” para fazer ela se exercitar e comer saudavelmente. “Só se passaram quatro semanas, mas por enquanto atingi as minhas metas”.

“A aposta é uma espécie de taxa voluntária. Ela faz com que nossos vícios nos custem mais”, diz Dean Karlan, professor de economia da Universidade de Yale, cujo sucesso em perder peso após uma aposta com um amigo o levou a criar o Stickk. De acordo com o site, 70% das pessoas que aderem ao programa conseguem alcançar seus objetivos.

Outros sites, como Fatbet.net e Makemoneylosingweight.com, vão na mesma linha. Neles, quem quer perder peso pode participar de desafios com seus colegas. Grupos de amigos se inscrevem, cada um coloca um pouco de dinheiro e se compromete a perder certa quantidade de quilos. Passado o tempo determinado, quem estiver mais próximo de sua meta ganha a quantia acumulada pelo grupo.

O primeiro selinho a gente nunca esquece

Bom....Queri agradecer ao meu pai , minha mãe meus irmãos e ao meu marido que já não aguenta mais jantar sopa comigo.
rsrsrsrsrs
Brincadeira a parte este é o primeiro selinho que ganho desde que conheço a blogosfera ligth.
Talvez pq eu não seja tão aplicada qto as outras, mas enfim tudo tem o momento certo.
Gostaria de dizer q qdo eu sumo não é por pouco caso não é que nem sempre eu consigo me expressar.
Não que eu não tenha nada a dizer, muito pelo contrário é que por mais que eu tente as palavras não mim vem a mente, então nada mais resta- me a não ser guardar tudo comigo, esperando o momento em que conseguirei colocar tudo pra fora.
bjaum


O SOTAQUE DAS MINEIRAS

Oi,

Leia a crônica até o final ...

É um charme uai ...



Afinal de contas, "é só tira um tiquim de tempo procê lê sô ..."

hehehehehe





(F.P.B. Netto)


O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar...
Afinal, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais,
como é que o falar, sensual e lindo das moças de Minas ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando:
'ouvi-la faz mal à saúde'. Se uma mineira, falando mansinho,
me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho,
sou capaz de perguntar: 'só isso?'.
Assino, achando que ela me faz um favor..

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma.
Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano,
só pelo sotaque.


Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.
Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho.
Não dizem: pode parar, dizem: 'pó parar' Não dizem: onde eu estou?,
dizem: 'onde queu tô.'
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas,
supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem -
lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs.


Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade.
Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz,
um jogador de futebol ou um ator de filme pornô.
Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram,
uma delas há de perguntar pra outra: 'cê tá boa?' Para mim, isso é pleonasmo.
Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário...

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada.
Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se:
sai dessa, é fria, etc)
O verbo 'mexer', para os mineiros, tem os mais amplos significados.
Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe,
não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada.
Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:
'- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.'

Esse 'aqui' é outra delícia que só tem aqui. É antecedente obrigatório,
sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto,
quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção:
é uma forma de dizer 'olá, me escutem, por favor'.
É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem 'apaixonado por'. Dizem, sabe-se lá por que,'apaixonado com'.
Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: 'Ah, eu apaixonei com ele...'
Ou: 'sou doida com ele' (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro)..

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com
todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram.
São barradas pelas montanhas.

Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:
- 'Eu preciso de ir..'
Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta...
Só não me perguntem!
Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório.


No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa..
O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente.
Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente.
Entendeu? Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena,
suspirará:
'- Ai, gente, que dó.'

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras...
Não vem caçar confusão pro meu lado!
Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro 'caça confusão'.
Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar,
para se fazer entendido, que ele 'vive caçando confusão'.

Ah, e tem o 'Capaz...'
Se você propõe algo a uma mineira, ela diz: 'capaz' !!!
Vocês já ouviram esse 'capaz'?
É lindo. Quer dizer o quê?
Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso'!?
com algumas toneladas de
ironia.. Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: 'ô dó dôcê'.
Entendeu? Não? Deixa para lá.

É parecido com o 'nem...' . Já ouviu o 'nem...'?
Completo ele fica: '- Ah, nem...' O que significa? Significa,
amigo leitor, que a mineira que o pronunciou
não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum.
Você diz: 'Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?'.
Resposta: 'nem....'
Ainda não entendeu? Uai, nem é nem.
Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

Preciso confessar algo: minha inclinação é para perdoar,
com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.
Aliás, deslizes nada.
Só porque aqui a língua é outra,
não quer dizer que a oficial esteja com a razão.

Se você, em conversa, falar: 'Ah, fui lá comprar umas coisas....'...
- Que' s coisa? - ela retrucará.
O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o 'que'!


Ouvi de uma menina culta um 'pelas metade', no lugar de 'pela metade'.
E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:
- Ele pôs a culpa 'ni mim'.


A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas...
Ontem, uma senhora docemente me consolou: 'preocupa não, bobo!'.
E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras.
nem se espantam.
Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.
Fdiz tudo.

Até o tchau, em Minas, é personalizado. Ninguém diz tchau, pura e simplesmente.
Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'.
É útil deixar claro o destinatário do tchau...

Oto Braga Netto (1973) afirma que não é jornalista,
não é publicitário, nunca publicou crônicas ou contos - não é, enfim,
literariamente falando, muita coisa, segundo suas próprias palavras.
Paulistano, mora em Belo Horizonte e ama Minas Gerais.
Ele diz que nunca publicou nada, mas a crônica que abaixo foi extraída do livro
'As coisas simpáticas da vida', Landy Editora, São Paulo (SP) - 2005, pág. 82.